astronomia

Trigonometria um pouco de história

A palavra trigonometria tem origem da transliteração do grego trigono triân-gulo e metron medida, ou medidas do triângulo. Embora seja um termo correntemente usado, o primeiro registro escrito desta palavra só aparece em 1595 em um livro Trigonometria: sive de solutione triangulorum tractatus breviset perspicuus escrito pelo matemático polonês Bartholomeo Pitiscus. O ramo da geometria, hoje conhecido como trigonometria, recebeu contribuições de várias civilizações até se concretizar no que conhecemos. As maiores contribuições foram dadas quando os gregos começaram a observar o céu para o desenvolvimento de um calendário.

Maria Cunitz e a revisão dos cálculos das tabelas de Kepler

A publicação da obra Astronomia Nova, no ano de 1609, pelo astrônomo alemão Johannes Kepler, constitui a base do que hoje conhecemos como astronomia kepleriana, mais especificamente a primeira e segunda leis. A terceira lei seria apresentada posteriormente na obra A Harmonices Mundi, em 1619.
Astronomia Nova foi produzida tendo como referência 10 anos de observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe que investigou o movimento dos planetas e particularmente o movimento aparente de Marte.
 

Memorial a Maria Cunitzem frente à entrada do Early Commerce Museum em Ratusz, Polônia
Memorial a Maria Cunitzem frente à entrada do Early
Commerce Museum em Ratusz, Polônia
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Kepler anuncia suas descobertas em três leis: Os planetas se movem em órbitas elípticas com o sol como foco; O centro do sol e o centro de um planeta varrem a mesma área em intervalos iguais de tempo; A quantidade de tempo que um planeta leva para orbitar está diretamente relacionada à sua distância do sol. As três leis de Kepler não foram adotadas pela maioria dos astrônomos da época, inclusive Galileu.
Mesmo após encontrar falhas nas tabelas propostas por Kepler para o cálculo das posições planetárias, Maria Cunitz via no trabalho de Kepler teorias físicas que seriam a vanguarda de estudos futuros e decidiu corrigir e simplificar os cálculos propostos por Kepler em suas tabelas.

Babilônios usavam forma rudimentar de cálculo para determinar órbita de Júpiter

O Museu Britânico de Londres possui em seu acervo uma tábua de argila do período babilônico(350 a 50 AC), do tamanho de um aparelho celular, que apresenta inscrições cuneiformes que podem indicar que esses povos utilizavam, não somente números, mais uma forma avançada de geometria e cálculo. Os livros de história da matemática atribuem a matemáticos do século XIV as técnicas que agora foram descobertas na Babilônia.